domingo, 29 de janeiro de 2012

Sonhos - 2

Independente do contexto o sonho é atrelado a uma coisa boa. No caso do que temos durante o sono ou a gente não lembra, sendo aí indiferente/neutro... ou é bom. Se não fosse seria pesadelo. Pode ser uma manifestação do que queremos muito (sendo antes esse querer conhecido por nós ou não), de idéias (que acabam transformando a vida de muitas pessoas) e em alguns casos até avisos de acontecimentos futuros. É a maneira que eu encaro isso, mas como é um assunto amplo o qual dá margem a muita interpretação e discussão, cada campo explica de uma forma! Não sei a origem, nem a explicação científica. Acho importante dormir bem e dar a oportunidade pra eles aparecerem porque precisamos sair um pouco da realidade de vez em quando e ver como a nossa consciência agiria sozinha diante de diversas situações. Afinal quantas vezes depois de acordar pensamos ‘deveria ter feito isso...agido diferente...por quê eu fiz assim?’. Acontece que eu e minha mania de controlar as ilusões da vida atrapalhamos o curso natural dessa imaginação Kkkkk. Quando era pequena ficava com raiva ao ter pesadelos que me provocavam medo e tristeza por um pensamento que não era real - achava totalmente desnecessário - e armei um plano mirabolante para acabar com minhas noites inquietas: eu iria com todas as forças tentar lembrar que estava sonhando no próprio sonho. Depois de muitas tentativas frustradas, eu consegui! Por incrível que pareça no meio de um sonho, de madrugada, eu lembrei e comecei a repetir ‘eu tô sonhando, eu tô sonhando, eu tô sonhandooo’ e acordei! Fiz tanto isso que hoje logo quando começo a sonhar já sei que não é real, cabe a mim tentar segurar um enredo (e gravar o máximo que eu puder) ou desistir de vez e deixar tudo apagar. É ruim por não ser tão espontâneo e não conseguir continuar várias vezes, mas tenho a vantagem de fazer o que muitos querem e poucos conseguem: acordar, dormir de novo e retornar ao mesmo sonho se eu quiser. É difícil, mas consigo com certa frequência :D
Maaas não façam isso, crianças! Deixem pra a forever alone aqui mesmo =)
Enfim, nada como a sensação flutuante de acordar depois de um sonho bom (: pedindo a Deus e aos orixás pra que acontecesse realmente. O dia começa bem, tudo continua lindo e o pensamento lá no travesseiro ainda repassando aquilo trocentas vezes na cabeça com direito a adaptações e partes extras. Ouvir um ‘sonhei com você’ traz sensação parecida. E é ótimo também o alívio de acordar após um pesadelo e ver que nada aconteceu, que tudo permanece exatamente como era antes, principalmente naqueles em que ocorrem acidentes e mortes ¬¬ (entendam agora a minha revolta infantil).
Além de que têm coisas que parecem estar propensas a acontecer só em sonho mesmo... então que haja alegria pelo menos desse jeito, ninguém precisa saber.
Com isso termino meu humilde relato sobre os queridos, controversos e por vezes doidos sonhos e vou dormiiiir pra ter os meus! :*

domingo, 11 de dezembro de 2011

Nem Einstein explica.

Meu Deus, a vida está passando muito rápido! Fiz tanta coisa e não lembro de quase nada. Fico recapitulando cada lembrança pra ver se salvo e fixo na mente, mas só sobram flashes turvos de milésimos de segundo que se distanciam cada vez mais do original adaptando-se ao meu modo de visão. Passo um tempão planejando e quando me dou conta: já passou, já era! Parece que algum dia minha vida resolveu embriagar-se e entregou-se à velocidade do tempo, negligenciando a importância dos acontecimentos. Daí fatos que deveriam ser lembrados, relembrados e comemorados são atropelados um após o outro como se nada tivesse acontecido, como se fosse algo normal, corriqueiro. Eu quero meus momentos de volta! Quero reviver todos e salvá-los em HD no HD da minha mente pra poder voltar, pausar e adiantar quando eu bem entender. Quero memória fotográfica pras horas boas e esquecer das ruins. Quero relatividade, quero juventude, quero Carpe Diem! Quero desacelerar... respirar... rir... chorar. Uma coisa de cada vez.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Penso, logo desisto.

Nessas férias a última coisa que eu quero é pensar. Nem no passado, nem no presente e muito menos no futuro. Como está espero que dê pra levar por enquanto, minha vida não é tão instável assim - tenhos meus alicerces. Já pensei demais durante o ano e minha mente reclama que está supersaturada; carregada além do limite apenas suportando temporariamente pelo êxtase que a novidade causa. Agora é hora de deixar tudo de lado e aproveitar o "branco mental" como uma criança. De forma simples e prática, sem explicações freudianas (até março).
Não quero pensar em mim, nos outros, nos outros dos outros que no caso dá no mesmo. Nem no que eles pensam sobre mim e sobre eles próprios. Quero minha mente limpa dando suas respostas no bom e velho piloto automático.
Não sou egoísta ou uma pessoa ruim. Tenho princípios e valores, sei que os outros também e que todo mundo tem uma história, uma carreira, uma vida. Cada pessoa tem fraquezas, opiniões, amigos, família e sentimentos. Por isso tudo é que não posso pensar. Fica ruim pra mim. Não dá.
Ser forte é uma coisa e ser fria é outra totalmente diferente. No momento não quero ser nada. Só mais uma bípede assistindo novela das oito, reality shows, Chaves (nostalgia) ou qualquer outra coisa que não me faça PENSAR.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nova fase!

Adeus, Ensino Médio! Adeus, Escola! Adeus, V ou F e redações de 30 linhas!
Essa despedida denota alívio, sensação de dever cumprido e principalmente expectativa! Não tenho idéia de como será daqui pra frente, mas tenho certeza que vai ser bom. Será bom porque começou bem. 2011 foi o melhor e o pior ano da minha vida. Ralei e brinquei muito; saí e deixei de sair também. Conquistei novas amizades, desfiz outras e reafirmei as principais. Posso dizer com toda a certeza que tudo deu certo, tudo valeu a pena. Nesse ano consegui pelo menos 70% das ambições/metas/desejos que eu tinha na vida. E os outros 30% se realizará com as consequências dessas já conseguidas, com fé em Deus. Quero novos ambientes, novos hábitos, novas idéias. É tempo de mudança! (Já comecei pelo design do blog :D) Que venha título de eleitor, maioridade, carteira de motorista, emprego! Sinto que estou preparada, que chegou a hora de amadurecer e me preparar para as dificuldades. Quero me dedicar inteiramente a carreira que escolhi - a qual sou extremamente apaixonada - e darei o meu melhor, podem ter certeza disso! E o meu melhor é muuuito bom :) O mundo começa agora =D

Faculdade, me ameeee! 




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fixação


Essa é a primeira vez que escrevo aqui diretamente no computador (é relevante de certa forma comentar isso). Em todas as outras escrevia em um papel quando e onde desse vontade (ou sentisse necessidade) e depois copiava pra cá.
Durante a minha vida, não sei se por determinação dos genes ou do meio em que se vive, aprendi a ser muito prática. Se não nas ações, pelo menos nas palavras, idéias. As pessoas que eu admiro também costumam ter essa característica. Se quiser comer, coma; se não: morra de fome. A arte de se distanciar de uma situação pra resolvê-la objetivamente. Como diria mamãe “Adiantou nada você fazer isso. Resolveu o quê? Me diga”. E isso vem me poupando de aturar dramas sem sentido, desculpas esfarrapadas, enrolações, meias-verdades. Quando quero saber algo pergunto, quando quero dizer eu falo. Pra mim parece tão... melhor ser verdadeiro. Acho que aqueles clichês que aparecem em filmes, nos quais as pessoas morrem e se arrependem de não ter dito ou feito o que queriam, contribuíram também. Não quero sob hipótese nenhuma me arrepender de nada porque sei que tudo que eu passei foi importante pra mim hoje. Não quero uma vida sem novidades, que em 10 anos pareça que nada aconteceu, sem mudanças. A imobilidade destrói o “ser” do “humano”. Cadê a evolução? (Biologia, me ajude.)
É claro que o fato de tentar racionalizar tudo não me faz conseguir sempre. Por algum motivo que não consigo explicar (eu e meu ceticismo) acabo reagindo diferente do previsto diante de algumas situações. É incontrolável. O que aconteceu? Tenho plena consciência do que vivo, do que ocorre, sei quando estou errada e certa, sei dos motivos pra ficar alegre ou triste, sei como deveria agir. Mas e daí se eu não quiser? Permito que minha consciência reaja como ela achar que deve, sem explicações, sem cobranças. Não vim com manual. Nem a vida veio.  

terça-feira, 25 de outubro de 2011

What...ever.

O que dizer quando se está sem palavras? Não o sem palavras de não saber como se expressar, entre verbos e adjuntos, mas aquele de não saber realmente o que se está pensando. Encarar algo e não reconhecer sua reação. Qual o sentido da angústia sentida pelo aparente fim de algo que nunca se teve? E do sorriso mediante a faísca de uma novidade futura? Uma linda, incerta, complicada e dolorosa novidade. Agora não mais futura, tampouco passada, nunca tendo sido presente.
O que sentir quando o certo seria não sentir nada? Não tenho razão, não tenho direito de ir contra alguma coisa. A culpa é minha se me permito ou não deixar meus pensamentos irem em paralelo com meus anseios. Aliás, ainda bem que os meus pensamentos são só meus. Pelo menos isso. Creio que basta um coração e um cérebro para se ter todos os problemas do mundo. É, a conflituosa existência humana deve vim da desarmonia entre coração e cérebro, ou daqueles que preferem um ao outro... Whatever.
Queria mesmo é não pensar. Ter a capacidade de focar em algo e não me distrair, de ignorar o que não dá em nada. Talvez eu consiga um dia. Talvez alguém me faça parar de pensar, como já fez de reagir, de... sorrir. Meu desejo é não mais falar, demonstrar, sentir. Essa possível solução pros meus problemas se reforça na essência dos meus neurônios cansados, do meu pulso sem esperança.
 Essa náusea destrói qualquer animação. Nem o mais otimista consegue suportar tamanha carga de inutilidade, de impotência.
De que adianta tudo? É melhor um "sim" ou "não" do que predicados parnasianos. Quanto a mim... paro por aqui. Não sobrecarregarei minha alma com a materialização de uma catarse que no fim... também não servirá pra nada.

"A escrever... mais vale um cachorro vivo." (C. Lispector)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Do you mind if I try it?

Nunca havia pensado por esse lado. Quer dizer... já; mas não achava que fosse possível. Eu sempre acredito pouco no que independe inteiramente de mim. Sou tão fácil de lidar, é tão óbvio o que eu quero. Mas e você? Já pensou em algo do tipo pelo menos uma vez? Detesto ser a platônica da história. Tudo tão estranhamente vago, gestos e palavras que não dão pra saber ao certo o sentido, se é que tem algum. Duas vidas, cada uma com seus milhares de problemas, mágoas e vícios. Não ligo se errar de novo. Na verdade quero morrer tentando acertar. Importa-se se eu tentar? Foneticamente parece errado. Mas... 'Sintaxe' em casa, fale! Fale o que pensa, o que quer, o que acredita! Não morrerei por causa disso, estou longe de ser uma romântica byroniana. Mas poderia ser mais feliz. Poderíamos. Basta que não se importe de tentar.

"Não tenho medo do escuro..mas deixe as luzes acesas..agora.."